Uma juíza federal bloqueou na noite de domingo (5) a tentativa do governo Trump de enviar unidades da Guarda Nacional a Oregon, suspendendo qualquer nova mobilização militar até nova decisão judicial. A medida veio após o presidente ordenar o envio de tropas da Califórnia e do Texas para Portland, em aparente tentativa de contornar uma decisão anterior que já havia proibido o uso da Guarda Nacional de Oregon na cidade.
Durante uma audiência de emergência por telefone, a juíza Karin Immergut — indicada por Trump em seu primeiro mandato — emitiu uma ordem restritiva temporária a pedido dos governos de Oregon e Califórnia. Ela criticou duramente os advogados federais, dizendo que o envio de tropas de outros estados “contradizia diretamente” sua decisão do dia anterior. A Casa Branca não comentou o caso.
Os protestos em Portland, que ocorrem desde o início do segundo mandato de Trump, eram em sua maioria pequenos e pacíficos, segundo autoridades locais. A governadora Tina Kotek afirmou que não há insurreição nem ameaça à segurança nacional que justifique intervenção militar. Governadores da Califórnia e de Illinois — que também tiveram tropas mobilizadas por Washington — chamaram a ação de “abuso de poder” e prometeram processar o governo federal.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, comemorou a nova decisão judicial nas redes sociais: “Vencemos novamente. O abuso de poder de Trump não prevalecerá.” O procurador-geral do estado, Rob Bonta, classificou o envio de tropas de um estado para outro como “fora de qualquer norma ou prática presidencial”. Já o governador do Texas, Greg Abbott, defendeu o envio das tropas para “proteger funcionários federais”.
A juíza Immergut justificou a decisão afirmando que as condições em Oregon “não mudaram” e que não há base legal para o uso da Guarda Nacional em apoio à aplicação da lei local. O caso deve voltar a ser analisado em audiência nos próximos dias.
Fonte: CBS

