O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, alertou nesta segunda-feira (20) que o país pode enfrentar novos atrasos e cancelamentos de voos caso aparalisação do governo federal, que já dura 20 dias, continue. Segundo ele, os controladores de tráfego aéreo — responsáveis por coordenar o fluxo de aviões nos céus americanos — estão começando a demonstrar “frustração” por não receberem salário.
Mais de 13 mil controladores seguem trabalhando sem pagamento, já que são considerados funcionários essenciais pela Administração Federal de Aviação (FAA). Eles são obrigados a permanecer em serviço durante o fechamento do governo, mas só receberão os salários atrasados quando o Congresso aprovar a retomada do financiamento.
Duffy disse à Fox News e à CNBC que o próximo pagamento está previsto para 28 de outubro**, mas, se o impasse continuar, não haverá dinheiro nas contas dos servidores. “Eles receberam um pagamento parcial há uma semana. No próximo, não haverá um centavo. Muitos estão fazendo Uber, DoorDash, tentando manter suas famílias de pé”, afirmou o secretário.
Desde o início da paralisação, em 1º de outubro, alguns aeroportos já registraram atrasos e falta de pessoal**, entre eles Burbank (Califórnia), Denver (Colorado) e Newark (Nova Jersey). Duffy teme que o número de faltas por doença aumente à medida que se aproxima a próxima data de pagamento, o que pode agravar ainda mais as interrupções nos voos.
A crise também pode ter efeitos de longo prazo: o secretário alertou que, se o fechamento se prolongar, muitos controladores e outros funcionários federais podem abandonar o serviço público em busca de empregos no setor privado.
A escassez de profissionais já é um problema crônico nos Estados Unidos — cerca de 35% dos trainees não concluem o curso intensivo de três meses necessário para se tornarem controladores certificados. Dados da CBS News mostram que mais de 90% das torres de controle do país operam com equipes reduzidas.
Fonte: CBS

