O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (27) que as forças americanas destruíram quatro embarcações no Pacífico oriental que, segundo autoridades, estavam traficando drogas. Em três ataques distintos, foram mortos 14 tripulantes e houve um sobrevivente, informou o secretário de Defesa Pete Hegseth em postagem nas redes sociais.
Hegseth afirmou que as embarcações transitavam por rotas conhecidas de narcotráfico e que o total de mortos eleva para mais de 50 o número de pessoas atingidas desde o início da campanha ordenada pela administração Trump contra embarcações consideradas narco-traficantes no Caribe e no Pacífico. Segundo ele, todas as ações ocorreram em águas internacionais e não houve baixas entre as forças norte-americanas.
O secretário disse ainda que equipes americanas iniciaram operações de busca e resgate pelo sobrevivente e que as autoridades mexicanas assumiram a coordenação do salvamento. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou posteriormente que a ação ocorreu em águas internacionais e que a Marinha mexicana resgatou ao menos uma pessoa a cerca de 400 milhas náuticas a sudoeste de Acapulco.
O presidente Donald Trump, em viagem à Ásia, defendeu publicamente a campanha e disse que o governo prestará informações ao Congresso, mas afirmou que não pretende pedir uma declaração de guerra. Em declarações anteriores, Trump chegou a afirmar de forma direta que os EUA “vão matar” pessoas envolvidas no envio de drogas ao país.
Críticas à legalidade e à transparência das operações cresceram: o senador Rand Paul (R-KY) classificou os ataques a embarcações como “execuções extrajudiciais” e afirmou que o Congresso ainda não recebeu detalhes sobre a campanha. Observadores e legisladores têm questionado se os ataques respeitam o direito internacional e quais foram as provas que sustentaram a decisão de empregar força letal em águas internacionais.
A escalada faz parte de uma ofensiva mais ampla da atual administração contra o tráfico e grupos que Washington chama de “narcoterroristas”, que incluiu ataques anteriores no Caribe e no Pacífico e provoca preocupação regional sobre possíveis consequências diplomáticas e humanitárias.
Fonte: CBS

