A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta segunda-feira, durante o programa “Good Morning America”, que o medicamento para perda de peso Zepbound passará a ser oferecido em uma nova versão multidose chamada KwikPen. O dispositivo permite que o paciente receba quatro aplicações semanais — o equivalente a um mês de tratamento — em uma única caneta, sem necessidade de seringas.
A novidade foi possível após a aprovação da ampliação do rótulo pela Food and Drug Administration (FDA), que autorizou a administração do Zepbound por meio da caneta de quatro doses para uso individual. Segundo a empresa, o modelo de caneta já é utilizado por milhões de pacientes no mundo em outros medicamentos da Lilly.
A nova versão estará disponível a partir de 23 de fevereiro para pacientes que pagam do próprio bolso e obtenham prescrição médica por meio da plataforma LillyDirect, canal direto ao consumidor da companhia. O preço começa em US$ 299 por mês para a dose inicial de 2,5 mg. Os pacientes poderão optar entre a caneta multidose ou os frascos de dose única já existentes pelo mesmo valor.
O Zepbound contém tirzepatida como princípio ativo e foi o medicamento para controle de peso mais prescrito em 2025, segundo a Lilly. Em estudos clínicos, adultos que utilizaram o remédio perderam, em média, até 20,9% do peso corporal ao longo de 72 semanas, em comparação com 3,1% entre aqueles que receberam placebo. Em outro estudo comparativo, pacientes que usaram Zepbound perderam cerca de 22,6 kg (50 libras), contra aproximadamente 15 kg (33 libras) com o Wegovy, da Novo Nordisk.
O medicamento é aprovado pela FDA para ajudar adultos com obesidade — ou com sobrepeso associado a condições médicas relacionadas — a perder e manter peso, sempre em conjunto com dieta e exercícios. Também é indicado para adultos com apneia obstrutiva do sono moderada a grave associada à obesidade.
A empresa informou que mais de 1 milhão de pacientes acessaram tratamentos pela plataforma LillyDirect em 2025, com forte demanda pelo Zepbound entre pessoas que pagam sem cobertura de plano de saúde.
Especialistas alertam que o medicamento não deve ser utilizado para fins estéticos e só pode ser administrado após avaliação médica. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, indigestão, fadiga e azia. Há também riscos mais graves descritos na bula, como tumores na tireoide e pancreatite.
Fonte: ABC

