O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) emitiu um alerta sobre a possibilidade de ataques isolados e ofensivas cibernéticas em meio aos bombardeios em curso contra o Irã. O comunicado consta em um boletim de segurança obtido pela ABC News.
Segundo o documento, embora um ataque físico de grande escala seja considerado improvável, o Irã e grupos aliados representam uma ameaça persistente de ações direcionadas em território americano. As autoridades afirmam que, caso seja confirmada a morte do aiatolá, o regime iraniano pode intensificar retaliações ou convocar apoiadores a agir.
No curto prazo, a principal preocupação envolve ciberataques de baixa intensidade conduzidos por grupos alinhados ao Irã, incluindo invasões para alterar páginas de internet e ataques de negação de serviço (DDoS) contra redes nos Estados Unidos.
O alerta foi divulgado no sábado, um dia antes de um atirador abrir fogo em Austin, no Texas. As autoridades investigam se o suspeito teria sido influenciado pelos acontecimentos no exterior. Fontes policiais informaram à ABC News que o homem usava um moletom com a frase “Property of Allah” e, por baixo, uma camiseta com a palavra “Iran” e a bandeira iraniana. Também é apurado se ele apresentava histórico de problemas de saúde mental.
O boletim destaca que ataques físicos inspirados diretamente pelo Irã são raros em território americano. No entanto, autoridades alertam que o cenário de ameaça existencial ao regime iraniano e a intensificação das ações dos EUA ou de Israel podem estimular extremistas violentos ou autores de crimes de ódio baseados nos Estados Unidos a atacar alvos percebidos como judaicos, pró-Israel ou ligados ao governo e às Forças Armadas americanas.
Derek Mayer, ex-assistente de agente especial responsável pelo escritório do Serviço Secreto em Chicago, afirmou que as forças de segurança permanecem em alerta constante para possíveis ataques de autores solitários. Segundo ele, o ambiente de ameaças atual é considerado perigoso, tanto nos Estados Unidos quanto globalmente, realidade que se mantém desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
Departamentos de polícia em todo o país reforçaram o patrulhamento em áreas de grande circulação e potenciais alvos sensíveis. Além do aumento visível de agentes e postos em prédios governamentais, Mayer destacou que há uma série de ações preventivas realizadas nos bastidores, como contra-vigilância e monitoramento ampliado de inteligência.
Fonte: ABC

