A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, enfrentará dois dias de intensos questionamentos no Capitólio, enquanto democratas contestam sua liderança à frente do Departamento de Segurança Interna (DHS). As críticas envolvem tanto as operações de imigração quanto as ameaças à segurança nacional após os ataques americanos contra o Irã.
Noem deve depor nesta terça-feira perante o Comitê Judiciário do Senado e, na quarta-feira, diante do Comitê Judiciário da Câmara. Será sua primeira aparição no Congresso desde o aumento das tensões em Minneapolis e as mortes de Renee Good e Alex Pretti, ocorridas em incidentes envolvendo agentes federais.
O depoimento ocorre em meio a uma disputa orçamentária que resultou na paralisação de partes do DHS, incluindo a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA), a Administração de Segurança no Transporte (TSA) e a Guarda Costeira. Democratas afirmam que só aprovarão o financiamento do departamento se houver mudanças nas práticas do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).
O senador Dick Durbin, principal democrata no Comitê Judiciário do Senado, afirmou que Noem enfrentará “perguntas duras” após, segundo ele, ter evitado prestar esclarecimentos ao Congresso nos últimos meses. Durbin acusou a secretária de liderar uma agenda de aplicação da lei migratória considerada excessiva e prejudicial.
Noem já havia sido criticada anteriormente por deixar uma audiência na Câmara em dezembro sob forte pressão de parlamentares democratas sobre as táticas do ICE. Além disso, enfrentou reação negativa após sugerir, pouco depois da morte de Alex Pretti, que ele teria intenção de atacar agentes — algo que, segundo vídeos divulgados posteriormente, não foi confirmado.
Dois senadores republicanos declararam que Noem deveria deixar o cargo, enquanto democratas chegaram a pedir seu impeachment. O presidente Donald Trump, por sua vez, reiterou publicamente seu apoio à secretária.
Fonte: ABC

