O empresário paquistanês Asif Merchant, de 47 anos, acusado de participar de um suposto complô para assassinar autoridades americanas a mando da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou em tribunal que agiu sob pressão e medo por sua família. Em depoimento nesta quarta-feira, em um tribunal federal no Brooklyn, ele declarou que os possíveis alvos do plano em 2024 incluíam Donald Trump, Joe Biden e Nikki Haley.
Segundo Merchant, ele foi instruído por um agente de inteligência da Guarda Revolucionária — organização classificada pelos EUA como terrorista — a buscar pessoas nos Estados Unidos dispostas a colaborar com o Irã. Posteriormente, recebeu a missão de encontrar um criminoso que pudesse organizar protestos, cometer furtos, lavar dinheiro e “talvez assassinar alguém”. Ele disse que os nomes de Trump, Biden e Haley foram mencionados.
A promotoria sustenta que Merchant viajou aos EUA para contratar supostos membros da máfia e entregou US$ 5 mil como adiantamento. Os “assassinos”, porém, eram agentes infiltrados do FBI. Ele foi preso em 12 de julho de 2024, um dia antes de uma tentativa de atentado contra Trump na Pensilvânia, caso sem relação com o processo.
Merchant afirmou que acreditava que seria preso antes que qualquer ataque ocorresse e que pretendia cooperar com as autoridades para obter benefícios migratórios. Disse ainda que “não tinha outra opção”, pois o contato iraniano teria indicado conhecer a identidade e o endereço de seus familiares no Irã.
Promotores argumentam que ele não procurou as autoridades antes da prisão e que, em entrevistas ao FBI, não mencionou ter agido sob coação. O governo iraniano nega qualquer plano para assassinar autoridades americanas.
Fonte: CBS

