A brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, natural de Goiânia (GO), foi encontrada morta na província de Quebec, no Canadá, após quase um ano de buscas internacionais. O corpo foi localizado em abril de 2024 por caçadores em uma área de floresta na cidade de Coaticook, próxima à fronteira com os Estados Unidos. A identidade, no entanto, só foi confirmada pelas autoridades canadenses em fevereiro deste ano.
De acordo com a polícia provincial de Quebec, não havia sinais aparentes de violência. A principal hipótese é que a morte tenha sido causada por hipotermia, devido à exposição prolongada ao frio intenso da região. A investigação segue em andamento.
Formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e com mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Letícia teve o desaparecimento registrado pela mãe em Goiás após a perda de contato. O caso foi incluído na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo de cooperação internacional para localização de desaparecidos.
Segundo relatos, ela atuava como missionária ligada à Igreja Adventista e iniciou uma viagem pela América do Sul antes de seguir para os Estados Unidos em 2023. Tentou entrar no Canadá pela região de Buffalo (Nova York), mas foi impedida e permaneceu sob custódia migratória nos EUA por cerca de três meses. Foi liberada com audiência de imigração marcada para 2026, em Boston. Desde dezembro de 2023, não havia notícias sobre seu paradeiro.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Montreal presta assistência à família, que busca recursos para o traslado do corpo ao Brasil. Letícia deixa uma filha de 12 anos, que vive em Goiânia sob os cuidados da avó.
Fonte: O Globo

