Uma brasileira de 38 anos afirma ter sido dopada, vítima de abuso, e exploração sexual durante o casamento com um homem também brasileiro nos Estados Unidos. Aline Alves da Silva, que trabalhava como cabeleireira, relata que foi sedada repetidamente pelo então marido, Hyan Roberto de Oliveira, de 29 anos, enquanto ele registrava imagens sem seu consentimento e supostamente comercializava o conteúdo em sites adultos.
Segundo o relato, Aline se mudou para os Estados Unidos há sete anos em busca de melhores condições de vida. Em 2019, na cidade de Filadélfia, conheceu Hyan, com quem iniciou um relacionamento que evoluiu para casamento. Nos primeiros meses de convivência, ela começou a apresentar sintomas físicos e psicológicos graves, como vômitos, diarreia, queda de cabelo, hematomas e episódios de confusão mental.
A vítima afirma que, durante o período, tinha sensações recorrentes de estar sendo observada ou abusada enquanto dormia. “Muitas noites eu escutava barulho de flash, de filmagens. Quando eu acordava, via celular posicionado para filmar”, relatou. Aline diz que só conseguiu compreender o que estava acontecendo após três anos de relacionamento.
O caso foi denunciado às autoridades nos Estados Unidos, e um tribunal de Massachusetts determinou a prisão de Hyan, além de impor uma medida que o proíbe de se aproximar da vítima e de seus filhos. Familiares do acusado também são investigados sob suspeita de participação nos abusos.
De acordo com Aline, ela enfrentou um período de isolamento até receber apoio do consulado brasileiro e da Polícia Federal, que abriu investigação no Brasil para apurar possíveis conexões do caso com redes internacionais de exploração sexual.
Atualmente, a brasileira enfrenta consequências psicológicas, como depressão, síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático. Apesar disso, decidiu retomar a vida acadêmica e ingressou no curso de Criminologia, com o objetivo de compreender melhor esse tipo de crime e ajudar outras vítimas.
“Eu vou lutar até o último dia da minha vida, porque o que aconteceu comigo e acontece com outras mulheres não pode continuar acontecendo”, afirmou.
Fonte: Record

