A Delta Air Lines anunciou um aumento nas tarifas de bagagem despachada, tornando-se a mais recente companhia aérea a repassar aos passageiros o impacto da alta nos custos operacionais. As novas tarifas entram em vigor para passagens compradas a partir de 8 de abril.
Com a mudança, o valor para a primeira e a segunda mala despachada sobe de US$ 35 para US$ 45 em voos domésticos e em algumas rotas internacionais de curta distância. Já a terceira bagagem teve o maior reajuste, passando a custar US$ 200 — um aumento de US$ 50.
Segundo a empresa, a decisão faz parte de uma revisão contínua de preços e reflete as condições globais e a dinâmica do setor aéreo. Apesar do aumento, alguns passageiros continuarão isentos da cobrança, como clientes de classes premium, militares da ativa e usuários de cartões co-branded e programas de fidelidade em níveis mais altos.
O reajuste ocorre em meio à disparada no preço do combustível de aviação, que subiu mais de 85% desde o início do conflito envolvendo o Irã, no fim de fevereiro. A instabilidade na região afetou o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e levou ao fechamento de espaços aéreos, obrigando companhias a adotarem rotas mais longas e caras.
Outras empresas já seguem o mesmo caminho. JetBlue e United Airlines também anunciaram aumentos recentes nas tarifas de bagagem.
Especialistas apontam que, em vez de aplicar sobretaxas diretas nas passagens, as companhias preferem reajustar serviços adicionais, como bagagens e escolha de assentos. Isso ocorre porque essas taxas não estão sujeitas ao imposto federal de 7,5% aplicado sobre o valor das passagens, o que permite às empresas reduzir a carga tributária.
Com o combustível representando até 40% dos custos operacionais das companhias aéreas, a tendência é que novos aumentos sejam repassados aos consumidores nos próximos meses.
Fonte: NBC

