O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta terça-feira (26) mais uma bateria de exames médicos no hospital militar Walter Reed, em Washington. Aos 79 anos — e prestes a completar 80 — Trump voltou a ser alvo de discussões sobre sua saúde física e mental em meio à corrida política para as eleições de meio de mandato.
Segundo a Casa Branca, o republicano passou por avaliações preventivas médicas e odontológicas. Este foi o quarto exame público divulgado desde que retornou à presidência para um segundo mandato e o terceiro em apenas 13 meses.
Embora presidentes americanos tradicionalmente divulguem parte de seus resultados médicos, não existe nenhuma lei que obrigue a publicação completa dos prontuários. As informações divulgadas dependem da autorização do próprio presidente, o que frequentemente gera críticas sobre falta de transparência.
Trump tenta minimizar as preocupações ligadas à idade e costuma afirmar que se sente tão bem quanto há 50 anos. Ainda assim, imagens recentes mostrando hematomas nas mãos, episódios de aparente sonolência em eventos públicos e relatos sobre inchaço nas pernas alimentaram especulações sobre sua condição física.
A Casa Branca atribuiu os hematomas ao hábito de apertar muitas mãos e ao uso regular de aspirina. Já o inchaço foi relacionado a uma insuficiência venosa crônica, condição comum em idosos e diagnosticada no ano passado.
O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirmou que Trump continua em “excelente saúde” e o classificou como “o presidente mais acessível e afiado da história americana”.
Especialistas afirmam que, para alguém da idade de Trump, os exames devem incluir avaliações cardíacas avançadas, rastreamento de câncer e testes cognitivos. Em avaliações anteriores, médicos da Casa Branca disseram que Trump obteve pontuação máxima em exames usados para detectar sinais de demência.
Mesmo assim, críticos apontam discursos longos, confusos e agressivos como possíveis sinais de declínio cognitivo. Em abril, um grupo de mais de 30 neurologistas e psiquiatras publicou uma carta afirmando que o comportamento do presidente demonstraria “sinais observáveis de preocupação médica séria”, embora nenhum deles tenha examinado Trump pessoalmente.
A discussão sobre a saúde presidencial ganhou ainda mais força após o governo Biden, já que Joe Biden deixou o cargo aos 82 anos em meio a fortes questionamentos sobre sua capacidade física e mental.
Fonte: NBC

