Um ex-funcionário da CIA foi preso após agentes do FBI encontrarem aproximadamente US$ 40 milhões em barras de ouro dentro da residência dele durante uma investigação sobre possíveis fraudes envolvendo seu histórico acadêmico e militar.
David Rush foi detido na semana passada e permanece preso enquanto autoridades federais continuam investigando o caso. Segundo documentos judiciais, advogados de defesa e promotores solicitaram o adiamento da audiência de custódia para o dia 5 de junho, em um tribunal federal da Virgínia.
Em comunicado conjunto, FBI e CIA informaram que a prisão ocorreu após uma investigação interna da própria agência de inteligência identificar “possíveis violações da lei”.
Rush foi acusado formalmente de roubo de dinheiro público. De acordo com a denúncia criminal apresentada pelo FBI, ele também teria recebido salário inflado de forma fraudulenta, solicitado licenças militares indevidas e mentido repetidamente sobre sua formação acadêmica e experiência nas Forças Armadas dos Estados Unidos.
A investigação aponta que, entre novembro de 2025 e março deste ano, Rush teria solicitado ao governo grandes quantias em moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em barras de ouro alegando despesas relacionadas ao trabalho.
No entanto, segundo o FBI, a agência onde ele trabalhava — identificada por fontes como a CIA — não conseguiu posteriormente localizar o ouro nem confirmar qual seria sua utilização oficial.
Durante uma busca realizada na casa de Rush em 18 de maio, agentes federais encontraram cerca de 303 barras de ouro avaliadas em mais de US$ 40 milhões, além de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e 35 relógios de luxo.
O FBI também acusa Rush de falsificar documentos acadêmicos desde os anos 1990. Segundo a denúncia, ele teria apresentado históricos escolares falsos ao se alistar na Marinha dos EUA em 1997, alegando possuir diploma universitário da Clemson University.
Com base nessas informações, Rush foi posteriormente comissionado como oficial da reserva naval americana em 2004 e recebeu baixa honrosa em 2015.
A investigação afirma ainda que ele apresentou informações falsas em diversas candidaturas para cargos federais e pedidos de autorização de segurança nacional, alegando diplomas de universidades como Clemson University, Rensselaer Polytechnic Institute e Naval Postgraduate School.
Além disso, Rush teria declarado falsamente ser graduado pela Escola de Pilotos de Teste da Força Aérea dos EUA e diretor de testes de uma organização militar conjunta envolvendo Exército e Marinha.
Segundo o FBI, ele nunca se formou nas instituições citadas e também nunca atuou como piloto da Marinha.
As autoridades afirmam ainda que, mesmo após deixar oficialmente a reserva naval, Rush continuou alegando vínculo militar ativo para receber benefícios financeiros e compensações relacionadas a licenças militares.
A CIA e o FBI informaram que as investigações continuam em andamento.
Fonte: CBS

