Um juiz federal da Califórnia decidiu que pode seguir adiante uma ação coletiva contra a United Airlines, acusada de cobrar um valor adicional por assentos vendidos como "janela" que, na prática, não possuem janela.
A decisão rejeita o pedido da companhia aérea para encerrar o processo, aberto em 2025 por um passageiro que alega ter sido induzido ao erro durante a compra da passagem.
Segundo a United, a classificação "assento de janela" se refere apenas à posição da poltrona em relação ao corredor da aeronave, e não à existência de uma janela ao lado do passageiro.
O juiz James Donato, no entanto, entendeu que a alegação do consumidor é plausível, já que tanto a página de reserva quanto o cartão de embarque identificavam claramente o lugar como um assento de janela.
"Esses termos indicam, de forma plausível, que a United concordou expressamente em fornecer um assento com janela aos passageiros que pagaram por ele", escreveu o magistrado.
Segundo a decisão, o cartão de embarque informa explicitamente que o cliente adquiriu um assento de janela, e as informações apresentadas durante a compra reforçam essa expectativa.
Companhia diz que mudou sistema de escolha de assentos
A United não comentou o mérito da ação judicial, mas informou que, em 2025, passou a fornecer informações mais detalhadas durante o processo de seleção de assentos em seu site e aplicativo.
Segundo a empresa, a mudança foi implementada para oferecer aos clientes uma expectativa mais clara sobre as características de cada poltrona.
Problema também motivou processo contra a Delta
Uma ação semelhante foi apresentada no ano passado contra a Delta Air Lines, em Nova York.
Os processos afirmam que aeronaves como os Boeing 737, Boeing 757 e Airbus A321 possuem algumas fileiras em que, devido ao posicionamento de dutos de ar-condicionado, cabos elétricos e componentes estruturais, determinadas poltronas ficam ao lado de uma parede, sem qualquer janela.
Segundo os autores das ações, companhias como American Airlines e Alaska Airlines já informam aos passageiros quando um assento de janela não possui janela de fato. A acusação é que United e Delta não forneciam esse aviso aos consumidores no momento da compra das passagens.
Fonte: ABC

