Autoridades dos Estados Unidos estão alertando viajantes para redobrarem a atenção antes de embarcar em voos internacionais. Um simples esquecimento na bagagem, como um produto à base de cannabis, pode resultar em multas elevadas e até 10 anos de prisão, dependendo do país de destino.
O aviso ganhou força após a Tailândia adotar, em junho de 2026, regras mais rígidas para quem entra ou sai do país transportando cannabis sem autorização.
Segundo a Embaixada e o Consulado dos EUA na Tailândia, quem for flagrado poderá enfrentar até 10 anos de prisão, multa de 500 mil bahts (cerca de US$ 15 mil) ou ambas as penalidades.
Embora a Tailândia tenha descriminalizado a posse de cannabis em 2022, importar ou exportar a substância sem a devida autorização continua sendo ilegal.
Especialistas lembram que a legislação muda de um país para outro e que o fato de a cannabis ser permitida em alguns estados americanos ou em outros países não significa que ela possa ser levada em viagens internacionais.
"O viajante está sujeito às leis do país que visita", afirmou o advogado especializado em cannabis Jeffrey Hoffman, acrescentando que "não existe margem para erro quando se cruza uma fronteira internacional".
Ele citou o caso da jogadora da WNBA Brittney Griner, presa na Rússia após autoridades encontrarem óleo de cannabis em sua bagagem, como exemplo das consequências que podem ocorrer.
O especialista em viagens e ex-comissário de bordo Bobby Laurie também recomenda que os passageiros esvaziem mochilas, bolsas e malas de mão antes de viajar, já que muitos acabam transportando produtos esquecidos sem perceber.
Segundo ele, nem mesmo o uso medicinal ou uma prescrição médica garantem que a substância será permitida no país de destino.
As autoridades orientam os viajantes a pesquisarem as regras locais antes de embarcar e lembram que outros países também possuem restrições específicas sobre produtos comuns, reforçando a importância de verificar a legislação de cada destino.
A Transportation Security Administration (TSA) esclarece que, embora alguns produtos de cannabis medicinal possam ser permitidos em voos domésticos nos Estados Unidos em situações específicas, as viagens internacionais seguem as leis do país de destino, independentemente da legislação vigente no local de origem do passageiro.
Além disso, a agência informa que seus agentes são responsáveis pela segurança aeroportuária, mas podem acionar as autoridades policiais caso identifiquem possíveis violações da lei durante a inspeção das bagagens.
Fonte: FOX

