O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informou que casos do fungo Candida auris (C. auris) já foram registrados em 23 estados americanos neste ano.
Até 18 de julho, foram identificados 3.130 casos, número semelhante ao registrado no mesmo período de 2025, quando havia 3.348 ocorrências.
O Texas lidera o número de casos, com 706 registros, seguido por Michigan, com 503, e Illinois, com 366.
Segundo o CDC, o aumento no número de casos não significa que o fungo esteja se espalhando mais rapidamente. Embora os registros continuem crescendo ano após ano, o ritmo de expansão desacelerou desde 2022.
O Candida auris é um tipo de levedura capaz de causar infecções graves e potencialmente fatais, principalmente em pessoas internadas em hospitais e outras unidades de saúde.
O fungo pode provocar desde infecções na pele até infecções na corrente sanguínea, consideradas mais graves. Além disso, ele pode sobreviver por longos períodos em superfícies como maçanetas, camas hospitalares e equipamentos médicos, facilitando a transmissão em ambientes de saúde.
Especialistas ressaltam que a maioria das pessoas saudáveis não precisa se preocupar com a infecção. O maior risco está entre pacientes com o sistema imunológico enfraquecido, pessoas imunossuprimidas e pacientes que utilizam dispositivos invasivos, como cateteres ou tubos de respiração.
Outro motivo de preocupação é a resistência do fungo aos medicamentos. De acordo com uma análise do CDC, mais de 95% das amostras apresentaram resistência ao fluconazol, um dos principais antifúngicos utilizados no tratamento.
O estudo também apontou que 15% eram resistentes à anfotericina B, 1% às equinocandinas — atualmente o tratamento mais eficaz — e menos de 1% apresentavam resistência às três principais classes de antifúngicos.
Embora a taxa de mortalidade estimada varie entre 30% e 60%, o CDC destaca que a maioria dos pacientes infectados já apresentava doenças graves, o que dificulta determinar o quanto o fungo contribuiu diretamente para os óbitos.
As autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam a importância das medidas de controle de infecção em hospitais e unidades de longa permanência.
Fonte: ABC

