Um brasileiro de 39 anos foi preso em Massachusetts, nos Estados Unidos, acusado de vender documentos de identificação falsificados, incluindo cartões do Social Security, Green Card e uma carteira de motorista brasileira.
Identificado como Romulo Ferreira De Oliveira, morador da cidade de Braintree, próxima a Boston, ele foi denunciado por autoridades federais após uma investigação que envolveu negociações com um informante confidencial.
Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o brasileiro responde a duas acusações de transferência consciente de documentos de identificação falsos.
Como funcionava o suposto esquema
De acordo com os investigadores, as negociações aconteceram em julho de 2026, em duas ocasiões distintas, sob acompanhamento das autoridades federais.
A primeira teria ocorrido em 18 de julho, quando Romulo supostamente vendeu um Green Card e um cartão de Social Security falsificados a um informante que colaborava com os investigadores.
Segundo informações divulgadas pelo jornal americano Boston Herald, o valor cobrado nessa primeira transação teria sido de US$ 200.
Dez dias depois, em 28 de julho, o brasileiro teria realizado uma segunda venda, desta vez envolvendo 11 cartões de Social Security falsificados e uma carteira de motorista brasileira também considerada falsa pelas autoridades.
O valor negociado nessa segunda operação teria sido de US$ 1.000.
No total, as duas transações investigadas envolveram 14 documentos, sendo 12 cartões de Social Security, um Green Card e uma carteira de motorista brasileira.
Prisão e possibilidade de deportação
Romulo compareceu ao tribunal federal de Boston em 13 de outubro de 2026. Uma audiência para analisar sua detenção estava marcada para o dia 16.
A legislação federal prevê pena máxima de 15 anos de prisão para cada uma das duas acusações, além de até três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil por acusação.
O brasileiro também poderá ser deportado dos Estados Unidos após o cumprimento de eventual pena, conforme informou o Departamento de Justiça.
A investigação foi conduzida por agentes do Homeland Security Investigations (HSI), com participação da polícia de Braintree.
Investigação continua sob análise judicial
As autoridades não divulgaram, no comunicado oficial, quantas pessoas teriam adquirido documentos diretamente do brasileiro ou se outras pessoas estão envolvidas no caso.
Também não foi confirmado publicamente o desfecho da audiência de detenção realizada em outubro.
O acusado ainda não foi condenado. O Departamento de Justiça ressalta que todas as acusações representam alegações que deverão ser analisadas pela Justiça, e que o brasileiro é presumido inocente até que sua culpa seja comprovada.
Fonte: Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Distrito de Massachusetts, comunicado de 15 de outubro de 2026. Informações complementares: Boston Herald.

