O governo dos Estados Unidos apresentou um novo modelo de passaporte, previsto para chegar ao público em 2028, e anunciou mudanças no processo de solicitação do documento. A proposta inclui um sistema digital que permitirá aos americanos pedir o primeiro passaporte sem precisar preencher formulários em papel ou comparecer presencialmente a um atendimento.
As novidades foram apresentadas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, durante um evento do governo do presidente Donald Trump, em 29 de setembro. As mudanças fazem parte do America.gov, uma plataforma de serviços públicos digitais com recursos de inteligência artificial, criada para facilitar o acesso dos cidadãos a serviços federais.
Pedido de passaporte poderá ser feito de casa
Uma das principais mudanças anunciadas é a possibilidade de solicitar o primeiro passaporte totalmente pela internet a partir de 2027.
Segundo Rubio, os usuários poderão acessar a plataforma por meio do sistema de identificação digital Login.gov, utilizar informações já disponíveis nos registros do governo, enviar uma foto feita com o próprio dispositivo, pagar a taxa on-line e acompanhar o andamento do pedido.
Durante a demonstração, o Departamento de Estado mostrou como o solicitante poderá tirar a própria foto em casa, visualizar como ela ficará no documento e concluir o processo digitalmente, sem a necessidade de imprimir formulários ou agendar atendimento presencial.
A plataforma também deverá oferecer atualizações em tempo real sobre o andamento da solicitação e a previsão de entrega do passaporte.
A meta do governo é permitir que a grande maioria dos americanos solicite passaportes ou cartões de passaporte pela plataforma até o fim de 2027.
Novo visual destaca a história dos EUA
O passaporte reformulado, chamado de Flight of the Eagle (“Voo da Águia”, em tradução livre), terá elementos visuais que destacam a história e os símbolos nacionais americanos.
Na capa, a águia-americana ganha maior destaque, acompanhada de uma versão ampliada e mais dourada do Grande Selo dos Estados Unidos. O nome oficial do país também aparecerá de forma mais evidente.
As páginas internas apresentarão imagens de momentos históricos, como a Revolução Americana, a expansão para o oeste e o hasteamento da bandeira americana em Iwo Jima, durante a Segunda Guerra Mundial. O documento também fará referência às missões Artemis, do programa espacial da NASA.
Outro recurso visual apresentado por Rubio é uma animação que cria a impressão de uma águia em voo quando as páginas do passaporte são folheadas.
A reformulação ocorre cinco anos após a introdução de uma grande atualização do documento, em 2021. Segundo a apresentação, o novo modelo deve combinar a identidade visual americana com os padrões de segurança já utilizados nos passaportes dos EUA.
O que muda para quem vai viajar?
Para os viajantes, a principal novidade prática será a possibilidade de reduzir a burocracia para solicitar o documento. O sistema digital poderá diminuir a necessidade de atendimentos presenciais, documentos impressos e serviços de intermediários que cobram para auxiliar no preenchimento dos pedidos.
O governo também promete maior transparência no acompanhamento das solicitações, com atualizações sobre o processamento e a previsão de entrega.
Quem já tem um passaporte americano válido não precisará trocá-lo apenas por causa do novo design. Documentos emitidos em modelos anteriores continuarão podendo ser usados em viagens internacionais até a data de validade, desde que permaneçam em boas condições e não tenham sido invalidados.
A mudança visual também não altera, por si só, as exigências para entrar em outros países. A proposta é modernizar a apresentação do documento e o processo para obtê-lo, mantendo os padrões de segurança.
Rubio afirmou que o passaporte americano está entre os documentos de identidade mais confiáveis do mundo e que a nova versão continuará seguindo elevados requisitos de proteção.
As mudanças integram a modernização dos serviços consulares dos Estados Unidos e foram apresentadas no contexto das comemorações dos 250 anos da independência americana, celebrados em 2026.
Fonte: Newsweek

