Autoridades da Flórida são acusadas de omitir informações sobre um pedido de reembolso federal para o centro de detenção de imigrantes apelidado de “Alligator Alcatraz”, construído em uma área remota dos Everglades, segundo uma ação judicial apresentada na segunda-feira (13). O processo, movido pela organização Friends of the Everglades afirma que o estado não informou à Justiça que havia solicitado fundos federais, o que teria levado um tribunal de apelações a uma conclusão equivocada ao suspender o fechamento da instalação.
Em agosto, a juíza Kathleen Williams havia determinado o encerramento das operações do centro em até dois meses, após concluir que as leis ambientais federais não foram seguidas. No entanto, o tribunal de apelações de Atlanta concedeu uma suspensão da decisão em setembro, permitindo que o local continuasse funcionando enquanto o caso é analisado.
Os juízes do painel afirmaram que o estado não precisaria de um estudo de impacto ambiental enquanto não recebesse verbas federais. Porém, segundo a nova ação, a Flórida já havia solicitado o reembolso em 7 de agosto, mas não comunicou isso à Justiça — informação crucial, já que a aprovação do financiamento, de US$ 608 milhões, foi confirmada apenas neste mês.
O Friends of the Everglades afirma que o governo estadual não respondeu a repetidos pedidos de acesso a documentos e comunicações oficiais sobre o financiamento. “Os representantes da Flórida enganaram o público que deveriam servir, e os Everglades foram prejudicados como resultado”, disse Eve Samples, diretora executiva da entidade.
O governador Ron DeSantis, aliado do presidente Donald Trump, construiu o centro às pressas em junho, em uma antiga pista de pouso cercada por pântanos, como parte dos **esforços federais para acelerar deportações. O local ganhou o apelido de “Alligator Alcatraz”** por sua localização isolada, comparada à famosa prisão da Califórnia. Trump visitou a instalação em julho, elogiando-a como um modelo para futuras unidades de detenção no país.
Fonte: Click Orlando

