Entrou em vigor em outubro, na Flórida, uma nova lei que endurece as penas contra o uso de dispositivos de rastreamento sem o consentimento da vítima. A medida, conhecida como Senate Bill 1168 — ou Instalação ou Uso de Dispositivos ou Aplicativos de Rastreamento —, transforma em crime de segundo grau o ato de instalar um rastreador em bens de outra pessoa ou monitorar seus movimentos com a intenção de cometer um crime perigoso.
De acordo com a nova legislação, quem matar, agredir, sequestrar, roubar ou estuprar uma pessoa que foi previamente rastreada pode ser condenado a até 15 anos de prisão. A proposta foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo da Flórida e amplia uma lei anterior de 2024, assinada pelo governador Ron DeSantis, que já proibia o uso de rastreadores sem consentimento, mas classificava o crime como de terceiro grau.
Entre os dispositivos abrangidos pela lei estão AirTags e outros aparelhos Bluetooth usados para monitoramento de localização.
Recentemente, o caso de Alfredo Cedeno, de 35 anos, chamou a atenção em Miami. Ele foi preso por instalar um rastreador no carro da ex-namorada, com o objetivo de persegui-la, de acordo com a polícia local. O crime ocorreu logo após a nova legislação entrar em vigor.
Fonte: NBC

