O grupo College Republicans da Universidade da Flórida entrou com uma ação judicial contra o presidente interino da instituição, Donald Landry, contestando a decisão de desativar seu capítulo no campus de Gainesville. A ação, apresentada em um tribunal federal, acusa a universidade de violar o direito à liberdade de expressão dos estudantes.
A controvérsia começou após a Federação dos College Republicans da Flórida informar que havia dissolvido o capítulo local, alegando que alguns membros teriam se envolvido em condutas que violam suas regras, incluindo um gesto considerado antissemita.
Segundo o processo, a universidade teria tomado a decisão de forma punitiva, baseada em opiniões atribuídas a um dos integrantes, com o objetivo de silenciar o grupo e desencorajar futuras manifestações. Os estudantes também afirmam que não receberam notificação adequada nem tiveram oportunidade de se defender antes da medida ser aplicada.
Os autores da ação pedem que a Justiça suspenda a decisão e restabeleça o acesso do grupo às instalações e atividades no campus.
A universidade, por sua vez, não comentou o caso, alegando que se trata de um processo em andamento. Em nota anterior, a instituição afirmou que poderá auxiliar na reativação do capítulo, desde que haja uma nova liderança estudantil.
O episódio ocorre em meio a um cenário mais amplo de investigações envolvendo grupos políticos em universidades da Flórida. Recentemente, a Universidade Internacional da Flórida abriu apuração sobre um grupo de mensagens com conteúdos racistas, antissemitas e misóginos envolvendo estudantes e lideranças conservadoras.
Casos semelhantes também foram registrados em outros estados, como Nova York, onde uma organização jovem republicana foi suspensa após a divulgação de mensagens ofensivas em um chat.
Fonte: ABC

