Um grave acidente registrado no último fim de semana na Baía de Biscayne, em Miami, reacendeu o alerta sobre os riscos da navegação recreativa na Flórida, especialmente com a chegada de temperaturas mais altas e o aumento do movimento nas águas.
De acordo com autoridades locais, duas pessoas estavam a bordo de uma embarcação de cerca de 8 metros quando foram lançadas ao mar após perderem o controle do barco. As vítimas foram identificadas como Neil Schwabe, de 54 anos, e Claudia Orellanes, de 33. Ambos acabaram sendo atingidos pela própria embarcação, que continuou em movimento desgovernado.
Equipes de resgate foram acionadas e Schwabe foi levado de helicóptero a um hospital. Já Orellanes foi retirada da água, mas não resistiu aos ferimentos. Imagens divulgadas mostram o barco girando em círculos sem ninguém a bordo até ser finalmente interceptado pelas autoridades.
Amigos e familiares lamentaram a morte de Orellanes, que havia se mudado de Cuba para os Estados Unidos há três anos e trabalhava como agente de seguros. A investigação sobre as causas do acidente segue em andamento, sob responsabilidade da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC).
O caso não é isolado. Dias antes, outro acidente fatal foi registrado na região de Miami Beach, quando um homem de 55 anos morreu após uma colisão com fuga. A sequência de ocorrências preocupa autoridades, que reforçam a importância de medidas básicas de segurança.
Entre as principais recomendações estão o uso obrigatório de coletes salva-vidas por todos os ocupantes, a elaboração de um plano de navegação — informando terceiros sobre o trajeto — e a manutenção do rádio VHF sintonizado no canal 16 para emergências.
Além disso, a legislação da Flórida estabelece regras rígidas para operadores de embarcações. Pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 1988 precisam comprovar treinamento em segurança náutica para conduzir barcos com motor. Também é obrigatório portar a carteira de segurança náutica e um documento com foto durante a navegação.
Outras exigências incluem a presença de equipamentos essenciais, como extintor de incêndio, dispositivo sonoro (apito ou buzina), coletes salva-vidas suficientes para todos a bordo e, em embarcações maiores, dispositivos de flutuação adicionais. Crianças menores de seis anos devem usar colete salva-vidas o tempo todo enquanto o barco estiver em movimento.
A lei também proíbe operar embarcações sob efeito de álcool ou drogas e impõe restrições específicas para motos aquáticas, como idade mínima e proibição de uso durante a noite.
Com o aumento da atividade náutica nos próximos meses, especialistas alertam que a combinação de imprudência, falta de preparo e descuido com normas básicas pode resultar em tragédias evitáveis.

