Os voos comerciais diretos entre Miami, nos Estados Unidos, e Caracas, na Venezuela, foram retomados nesta quinta-feira (30), após sete anos de interrupção. A medida simboliza um avanço na reaproximação diplomática entre os dois países, que haviam rompido relações em 2019.
O primeiro voo da nova fase foi operado pela American Airlines, que se torna a primeira companhia aérea americana autorizada a restabelecer a ligação. A empresa prevê, inicialmente, uma frequência diária de ida e volta entre as duas cidades, utilizando aeronaves Embraer 175 por meio de sua subsidiária regional Envoy Air.
A retomada ocorre em meio a mudanças políticas recentes e à reabertura gradual das relações bilaterais. Nos últimos dias, a embaixada dos Estados Unidos em Caracas voltou a funcionar, enquanto a Venezuela restabeleceu sua representação diplomática em Washington.
Paralelamente, o governo americano vem adotando uma flexibilização progressiva das sanções econômicas impostas ao país sul-americano. Em resposta, o governo venezuelano tem promovido alterações em leis dos setores de hidrocarbonetos e mineração, buscando atrair investimentos privados em uma economia fortemente dependente do petróleo.
Apesar do avanço diplomático, autoridades dos Estados Unidos ainda recomendam cautela aos viajantes. O Departamento de Estado mantém a Venezuela no nível 3 de alerta — em uma escala de quatro — citando riscos como criminalidade, sequestros e limitações no sistema de saúde.
A autorização concedida à American Airlines tem validade de dois anos e inclui também voos para a cidade de Maracaibo. A expectativa é de que a demanda seja impulsionada pela forte presença da comunidade venezuelana na região de Miami, uma das maiores diásporas do país.
Antes da suspensão das operações, em 2019, a American Airlines era a principal companhia aérea americana atuando na Venezuela, com voos iniciados ainda na década de 1980.
Fonte: G1

