As empresas contratadas pelo governo da Flórida para operar o centro de detenção de imigrantes conhecido como “Alligator Alcatraz” foram informadas na segunda-feira para iniciar a “desmobilização total” da instalação, segundo quatro fontes ouvidas pela CBS News Miami. A medida marca o encerramento silencioso de um projeto estimado em US$ 1,2 bilhão que havia sido apresentado como modelo pelo governador Ron DeSantis e pelo presidente Donald Trump.
De acordo com uma das fontes, todos os fornecedores receberam a notificação de encerramento das operações. Os últimos detentos deixaram o local na semana passada e foram transferidos para outros centros de detenção ou deportados para países terceiros.
Inicialmente, autoridades federais e estaduais chegaram a atribuir a desativação a preocupações de segurança relacionadas ao início da temporada de furacões, sugerindo que a estrutura poderia ser reativada futuramente. No entanto, pessoas envolvidas na operação afirmam que o plano sempre foi desmontar completamente o complexo, incluindo cercas, trailers e estruturas temporárias instaladas na região dos Everglades.
Após a conclusão da desativação, a área deve ser convertida novamente em um pequeno aeroporto voltado ao treinamento de pilotos.
A possível descontinuação do centro já vinha sendo especulada há cerca de dois meses, e o próprio governador Ron DeSantis reconheceu recentemente que o encerramento era esperado. “Se apagarmos as luzes amanhã, poderemos dizer que ele cumpriu seu propósito”, afirmou em uma coletiva neste mês.
O principal fator para o fechamento seria o aumento dos custos operacionais. O projeto, inaugurado em 3 de julho de 2025, foi idealizado por DeSantis e pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, e financiado com recursos estaduais.
O governo estadual havia previsto reembolso federal das despesas, mas os repasses ainda não foram realizados. Embora um pedido de US$ 608 milhões tenha sido aprovado, o pagamento está travado devido a disputas judiciais, preocupações ambientais e outras contestações legais.
Fonte: CBS

