Autoridades de saúde dos Estados Unidos estão monitorando o aumento de casos de uma infecção intestinal provocada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que já teve registros confirmados na Flórida.
O microrganismo é responsável pela ciclosporíase, doença que provoca principalmente diarreia intensa e aquosa, além de cólicas abdominais, perda de apetite, náuseas, fadiga e perda de peso. Em alguns casos, os episódios de diarreia podem ser frequentes e severos.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a infecção ocorre quando a pessoa consome água ou alimentos contaminados por fezes contendo o parasita. Nos Estados Unidos, os surtos têm sido associados principalmente ao consumo de frutas, verduras e legumes frescos.
A temporada de maior incidência da doença começou em 1º de maio e segue até 31 de agosto.
Desde o início desse período, o CDC recebeu notificações demais de 140 casos em todo o país. Na Flórida, o Departamento de Saúde do estado (FDOH) contabilizou 36 casos confirmados até o dia 27 de junho.
Embora a Flórida esteja entre os estados afetados, os maiores números de casos foram registrados em Texas, Illinois e Nova York, sendo que este último pode ter contabilizado cerca de 80 infecções.
As autoridades alertam que o número real de pessoas infectadas provavelmente é maior do que o registrado oficialmente, já que muitas pessoas apresentam sintomas leves, não procuram atendimento médico ou não realizam exames específicos para detectar o parasita.
O CDC orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas compatíveis com a doença procure um profissional de saúde para avaliação e diagnóstico.
Apesar do desconforto causado pela infecção, especialistas afirmam que a maioria das pessoas com o sistema imunológico saudável se recupera completamente, mesmo sem tratamento específico. Em alguns casos, no entanto, médicos podem prescrever antibióticos para reduzir a duração dos sintomas.
Para reduzir o risco de infecção, as autoridades recomendam lavar cuidadosamente frutas, verduras e legumes antes do consumo, utilizar água potável e manter boas práticas de higiene no preparo dos alimentos, especialmente durante os meses de maior circulação do parasita.
Fonte: Click Orlando

