Um casal do sul da Flórida foi preso acusado de envolvimento na morte da própria filha, uma bebê que desapareceu poucos dias após o nascimento. As prisões de Alejandro Leon Jr., de 21 anos, e Samantha Feliz, de 20, ocorreram na quarta-feira (23), no estado da Carolina do Norte, após uma investigação que durou cerca de um ano e meio.
A bebê, identificada como Angelina, foi vista pela última vez por familiares em dezembro de 2024, quando ainda tinha apenas alguns dias de vida. Em julho de 2025, o Departamento de Polícia da Flórida (FDLE) emitiu um alerta de criança desaparecida após parentes relatarem que não viam mais a menina.
Segundo o mandado de prisão, os investigadores ainda não conseguiram determinar exatamente onde ou quando Angelina nasceu, mesmo após verificarem registros de hospitais e de um centro de partos na região de Miami.
Familiares afirmaram ter visto o casal com a bebê durante o primeiro mês de vida, mas, depois desse período, a criança nunca mais foi vista.
De acordo com a investigação, Samantha Feliz e Alejandro Leon chegaram a dizer aos familiares — e posteriormente à polícia — que a gravidez nunca existiu e que tudo teria sido inventado para despertar pena e conseguir ajuda financeira da família.
Uma testemunha relatou que, em março de 2025, Samantha respondeu à pergunta sobre a criança dizendo: "Que bebê? Não existe bebê."
No entanto, durante a investigação, a polícia obteve mensagens de texto trocadas entre o casal em dezembro de 2024 que indicam que Samantha estava grávida e havia dado à luz.
Em uma das mensagens, ela escreveu: "O bebê está bem e saudável, e eu também."
Os investigadores também encontraram fotografias do casal segurando, alimentando e dormindo com a recém-nascida, além de uma imagem registrada durante a gravidez.
Segundo o mandado, outras fotos mostram uma piora progressiva no estado de saúde da criança e, por fim, uma imagem na qual a bebê não apresentava sinais de vida. O documento não informa a causa da morte.
A investigação ainda identificou DNA do casal em um macacão vermelho pertencente à bebê.
Após o desaparecimento, Alejandro Leon e Samantha Feliz deixaram a Flórida e passaram a viver em uma propriedade de familiares no condado de Richmond, na Carolina do Norte, onde foram localizados por agentes federais e policiais.
Os dois responderão por homicídio culposo agravado de menor, adulteração de provas, omissão na comunicação da morte ao instituto médico legal, fornecimento de informações falsas sobre criança desaparecida e falsas declarações durante a investigação.
O casal permanece preso na Carolina do Norte e aguarda extradição para o sul da Flórida, onde responderá ao processo.
Fonte: NBC

