Advogados de Daniel Conahan Jr., condenado à morte na Flórida, pediram à Suprema Corte dos Estados Unidos nesta segunda-feira (7) a suspensão de sua execução, marcada para quinta-feira (10). A defesa quer que sejam realizados testes de DNA em evidências coletadas na cena do crime e no corpo da vítima.
Conahan, de 72 anos, foi condenado à pena de morte pelo assassinato de Richard Montgomery, ocorrido em abril de 1996. O corpo da vítima foi encontrado nu e mutilado em uma área de mata no condado de Charlotte, no sudoeste da Flórida.
Segundo as autoridades, Conahan teria matado Montgomery depois de pagar para que ele posasse para fotos nuas. Investigadores também suspeitam que o condenado possa estar relacionado a outros homicídios semelhantes registrados no sudoeste da Flórida durante a década de 1990.
Conahan nega participação no assassinato. De acordo com a petição apresentada à Suprema Corte, ele solicita desde março de 2025 a realização de testes de DNA nas evidências do caso, com o objetivo de comprovar de forma conclusiva que não foi responsável pela morte.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou o mandado de execução em 11 de agosto, enquanto o pedido de novos testes ainda estava pendente. Segundo a defesa, menos de 24 horas depois da assinatura do mandado, um tribunal estadual rejeitou a solicitação.
“Conahan não pede, neste momento, que seja declarado inocente. Também não pede para ser libertado da prisão. O que ele pede é que esta Corte suspenda sua execução iminente para que possa analisar seus argumentos”, afirma a petição.
A Flórida já executou 14 pessoas em 2026.
Fonte: NBC

