Um casal da Flórida está processando uma clínica de fertilidade de Jacksonville, alegando que a unidade utilizou o esperma de um homem errado durante um tratamento de fertilização in vitro (FIV), resultando no nascimento de uma bebê que não é geneticamente filha do marido.
Natalie e Josh Strong afirmam, por meio de seus advogados, que passaram por procedimentos médicos dolorosos e gastaram milhares de dólares na tentativa de ter um filho biológico. Segundo eles, só descobriram o suposto erro após o nascimento da filha, Ava.
Natalie contou que descobriu que havia algo errado um dia depois do parto, quando um exame de sangue mostrou que a bebê tinha tipo sanguíneo B positivo. Ela é O negativo e Josh é A negativo.
“Josh é enfermeiro e imediatamente perguntou: ‘Como isso é possível?’”, relatou Natalie durante uma entrevista coletiva na quinta-feira. Segundo ela, novos exames confirmaram os tipos sanguíneos dos dois, descartando a possibilidade de erro nos registros médicos.
“Não havia absolutamente nenhuma chance de Ava ser B positivo com dois tipos sanguíneos negativos”, afirmou.
O casal diz que entrou em contato com a Brown Fertility, mas não recebeu uma explicação sobre o ocorrido. Eles também afirmam que ainda não sabem quem é o pai biológico da menina, que atualmente tem 15 meses.
“Estamos devastados. Isso vai nos afetar pelo resto da vida”, disse Natalie. Ela afirmou ainda que o casal terá de decidir como contar a história à filha no futuro e que o episódio tirou parte da alegria que esperavam sentir com a chegada do bebê.
Josh afirmou que a situação envolve sentimentos conflitantes. “Você sente tristeza e raiva e, no mesmo dia, também sente alegria e amor. É muita coisa para lidar, mas nós a amamos muito”, disse.
A ação judicial acusa a clínica de ter utilizado o material genético incorreto durante o tratamento de FIV. O caso agora deverá buscar esclarecer como o suposto erro aconteceu e identificar o pai biológico da criança.
Fonte: NBC

