O México viveu neste domingo (22) uma nova escalada de violência após o Exército confirmar a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). Considerado um dos traficantes mais procurados pelos Estados Unidos, ele morreu após ser ferido durante uma operação militar em Tapalpa, no estado de Jalisco.
Segundo as autoridades, o narcotraficante, de 56 anos, não resistiu aos ferimentos enquanto era transferido de helicóptero para a Cidade do México. O governo acionou o chamado “código vermelho”, protocolo de emergência adotado diante de risco elevado à população, prevendo bloqueios, confrontos armados e incêndios provocados por grupos criminosos.
Washington oferecia recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 77 milhões) por informações que levassem à captura de Oseguera. Sob seu comando, o CJNG se consolidou como uma das organizações criminosas mais poderosas e violentas do país.
Reação violenta em vários estados
Antes mesmo da confirmação oficial da morte, criminosos bloquearam rodovias nos estados de Jalisco, Michoacán e Tamaulipas com veículos incendiados. Também foram registrados incêndios em estabelecimentos comerciais em Guanajuato, onde forças federais realizavam operações de segurança.
O governador de Jalisco, Pablo Lemus, confirmou confrontos na região e afirmou que indivíduos atearam fogo e atravessaram veículos em diferentes pontos do estado para dificultar a atuação das autoridades. Em algumas áreas, o transporte público foi suspenso como medida preventiva.
Disparos em aeroporto e pânico
No Aeroporto Internacional de Guadalajara, houve relatos de tiros e da presença de homens armados, causando pânico entre passageiros e funcionários. Em Michoacán, estradas foram bloqueadas, e o terminal rodoviário de Morelia interrompeu as atividades.
Também houve registro de incêndios em farmácias e lojas em Guanajuato, além de bloqueios e queimadas em rodovias de Tamaulipas. Veículos e comércios foram incendiados ainda em Colima, Nayarit e Aguascalientes, segundo a imprensa local.
Diante da escalada de violência, autoridades pediram que a população permaneça em casa até que a situação seja controlada.
Fonte: G1

