Guerra entre EUA e Irã entra no 9º dia com escalada de ataques e novo líder iraniano

Trump diz que não há prazo para o fim do conflito e promete ampliar alvos militares dentro do Irã

Por Lara Barth

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao nono dia neste domingo (8) com novos ataques na região, aumento das tensões militares e a confirmação de mudanças na liderança iraniana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não há um prazo definido para o fim do conflito. Em conversa com jornalistas, ele disse que a guerra continuará “pelo tempo que for necessário”.

“Nunca faço projeções sobre isso. O que for preciso”, declarou.

Em entrevista à CBS News, Trump afirmou que as forças americanas tiveram sucesso em enfraquecer o regime iraniano e suas capacidades militares, e indicou que os Estados Unidos pretendem expandir os alvos de ataques dentro do território iraniano.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian ameaçou intensificar as ofensivas contra interesses americanos no Oriente Médio. “Quando somos atacados, não temos escolha a não ser responder”, disse.

Em meio à escalada do conflito, a mídia estatal iraniana informou que Mojtaba Khamenei, segundo filho do ex-líder supremo Ali Khamenei, foi nomeado novo líder supremo do Irã.

Enquanto isso, o número de vítimas americanas no conflito aumentou. Mais um militar dos Estados Unidos morreu, elevando para sete o total de soldados americanos mortos desde o início da guerra.

Emirados Árabes interceptam novos ataques

Os Emirados Árabes Unidos também voltaram a ser alvo de ataques com mísseis e drones. Segundo o Ministério da Defesa do país, os sistemas de defesa aérea interceptaram 16 mísseis balísticos e 113 drones neste domingo.

As autoridades informaram que 17 mísseis balísticos foram detectados, dos quais 16 foram destruídos e um caiu no mar. Também foram identificados 117 drones, sendo 113 interceptados e quatro caindo em território do país.

Desde o início dos ataques atribuídos ao Irã, os Emirados registraram 238 mísseis balísticos, dos quais 221 foram interceptados, além de 1.422 drones, com 1.342 neutralizados pelas defesas aéreas.

Os ataques já deixaram quatro mortos — cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh — e 112 feridos, incluindo pessoas de diversas nacionalidades que vivem no país.

O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou que as forças armadas estão totalmente preparadas para enfrentar novas ameaças e responder a qualquer tentativa de comprometer a segurança e a estabilidade do país.

Fonte: Gulf News/CBS