Trump ameaça destruir ilha iraniana e atacar energia caso Estreito de Ormuz não seja reaberto
Presidente dos EUA eleva tom contra o Irã em meio à escalada do conflito no Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (30) que poderá ordenar ataques a instalações energéticas do Irã, incluindo a destruição da ilha de Kharg, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto imediatamente.
A declaração foi feita na rede social Truth Social, onde Trump disse que os EUA poderão “explodir e obliterar completamente” usinas elétricas, poços de petróleo e a ilha estratégica iraniana, responsável por grande parte das exportações de petróleo do país. Segundo ele, a ação seria uma retaliação pelas mortes de soldados americanos atribuídas ao regime iraniano ao longo das últimas décadas.
A ameaça ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio. O Irã tem respondido a ataques dos Estados Unidos e de Israel com ofensivas contra bases militares e alvos em diversos países do Golfo, além de restringir o tráfego no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
O bloqueio da passagem marítima tem impactado diretamente o fluxo de combustível da região, elevando tensões econômicas e militares. Em resposta, os EUA enviaram milhares de soldados ao Oriente Médio, aumentando as especulações sobre uma possível ofensiva terrestre.
O atual conflito teve início no fim de fevereiro, após uma operação conjunta de EUA e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, confrontos se intensificaram, com ataques em vários países da região e o envolvimento de grupos aliados, como o Hezbollah no Líbano.
De acordo com organizações de direitos humanos, mais de 1.700 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já o governo americano confirma ao menos 13 mortes de militares dos EUA em ataques atribuídos ao Irã.
Após a morte de Khamenei, o país nomeou seu filho, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo. Trump criticou a escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que o nome seria “inaceitável”.
Fonte: CNN