Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para um cessar-fogo de duas semanas, anunciado pelo presidente Donald Trump pouco antes do prazo estipulado por ele na noite de terça-feira (7). A trégua está condicionada à reabertura “completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.
Segundo Trump, o Irã apresentou uma proposta de paz com dez pontos, considerada uma “base viável” para negociações mediadas pelo Paquistão. O acordo foi bem recebido pelos mercados financeiros: o preço internacional do petróleo caiu cerca de 13%, enquanto futuros do índice S&P 500 indicaram forte alta nas bolsas.
Apesar do avanço diplomático, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo não inclui o conflito em andamento no Líbano entre forças israelenses e o grupo Hezbollah, aliado do Irã. Ainda assim, Israel declarou apoio ao acordo geral com Teerã.
Horas após o anúncio, explosões foram registradas em Manama, capital do Bahrein. Autoridades locais atribuíram o incidente a um ataque iraniano contra uma instalação, mas informaram que o incêndio foi controlado e não houve feridos.
No campo humanitário, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a libertação da jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada por uma milícia apoiada pelo Irã no Iraque.
Especialistas alertam que, mesmo com a trégua, os impactos econômicos do conflito devem persistir. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estima que levará meses para normalizar os preços e o fornecimento de combustível de aviação, afetados pela instabilidade no Oriente Médio.
O cessar-fogo surge em meio a semanas de escalada militar na região, que já provocou deslocamentos em massa no Líbano e deixou mais de 1.500 mortos, segundo autoridades locais.
Fonte: CBS

