O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não ficou “animado” com a campanha publicitária de US$ 220 milhões lançada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) para incentivar imigrantes a se autodeportarem, mas indicou que a saída de Kristi Noem do cargo teve mais relação com a escolha de seu substituto do que com seu desempenho.
Em entrevista por telefone à NBC News na noite de quinta-feira (5), Trump comentou pela primeira vez publicamente a decisão de substituir Noem pelo senador republicano Markwayne Mullin, de Oklahoma.
Segundo o presidente, a decisão não foi difícil. Ele elogiou tanto a ex-secretária quanto o senador escolhido para assumir o cargo.
“Ela é uma pessoa excelente. Fez um bom trabalho. Sou um grande fã do senador de Oklahoma. Não foi uma escolha difícil”, disse Trump.
O presidente também rejeitou a ideia de que tenha havido um “episódio final” que motivou a demissão de Noem, destacando que ficou satisfeito com a condução das políticas de fronteira durante sua gestão.
Ainda assim, Trump criticou a campanha publicitária de US$ 220 milhões que incentivava imigrantes em situação irregular a deixarem o país voluntariamente. A iniciativa foi questionada por parlamentares durante uma audiência no Senado nesta semana.
“Eu não fiquei muito satisfeito com isso. Gastei menos do que isso para me tornar presidente. Eu não sabia disso”, afirmou Trump.
Durante o depoimento ao Congresso, Noem disse ao senador republicano John Kennedy, da Louisiana, que o presidente tinha conhecimento da campanha antes de sua implementação — algo que entrou em conflito com a versão apresentada posteriormente por Trump.
A campanha publicitária foi apenas uma das várias controvérsias enfrentadas pela secretária nas últimas semanas. Parlamentares também questionaram a morte de **dois cidadãos americanos** durante uma operação de imigração em Minneapolis, além de detenções consideradas equivocadas realizadas pelo ICE, órgão ligado ao DHS.
Apesar da substituição, Noem continuará no governo. Trump anunciou que ela assumirá um novo cargo como “enviada especial para o Escudo das Américas”, iniciativa de segurança voltada ao Hemisfério Ocidental que será lançada pela administração.
Fonte: NBC

