O senador republicano Markwayne Mullin, de Oklahoma, falou pela primeira vez após ser indicado pelo presidente Donald Trump para assumir o comando do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), cargo que ficará vago após a saída da secretária Kristi Noem.
Em entrevista a jornalistas, Mullin afirmou ter sido surpreendido pela ligação de Trump anunciando a escolha e disse estar entusiasmado com a possibilidade de liderar a pasta responsável por temas como segurança de fronteiras, imigração e combate ao terrorismo.
“Estou muito animado com essa oportunidade. Meu foco é manter o país seguro”, declarou. O senador também afirmou que pretende dialogar com parlamentares de ambos os partidos para conseguir a aprovação necessária no Senado. “Se houver preocupações reais, vou ouvir. Quero ser prático”, disse.
Mullin, de 48 anos, não possui experiência em forças de segurança, mas é conhecido por ser um aliado fiel de Trump e por defender políticas duras de imigração e segurança.
De empresário a senador
Nascido e criado em Oklahoma e membro da Nação Cherokee, Mullin abandonou a faculdade aos 20 anos para assumir a empresa de encanamento da família. Posteriormente, obteve um diploma técnico da Oklahoma State University Institute of Technology, tornando-se o único senador atualmente em exercício sem bacharelado.
Antes da carreira política, ele também teve uma breve passagem como lutador profissional de artes marciais mistas (MMA) entre 2006 e 2007. Com o tempo, expandiu seus negócios para áreas como imóveis e agricultura, além de apresentar um programa de rádio sobre reformas residenciais.
Mullin entrou para a política em 2012, quando venceu a eleição para a Câmara dos Representantes com o slogan “Um fazendeiro. Um empresário. Não um político.” Ele permaneceu na Câmara até 2022, quando venceu uma eleição especial para completar o mandato do senador republicano Jim Inhofe.
Histórico político e polêmicas
Durante sua carreira no Congresso, Mullin defendeu pautas conservadoras, incluindo restrições ao aborto, flexibilização das leis sobre armas e apoio aos cortes de impostos promovidos por Trump.
Ele também foi um dos republicanos que ecoaram as alegações infundadas de fraude nas eleições de 2020, vencidas por Joe Biden — afirmações rejeitadas por auditorias, investigações e decisões judiciais.
Em 2023, o senador ganhou grande repercussão nas redes sociais após um confronto verbal com o líder sindical Sean O’Brien durante uma audiência no Senado. Na ocasião, Mullin chegou a desafiar o dirigente para uma briga, sendo interrompido pelo senador Bernie Sanders, que pediu que ambos se acalmassem.
Próximos passos
Para assumir o Departamento de Segurança Interna, Mullin ainda precisa ser confirmado pelo Senado. Caso deixe o cargo de senador, o governador de Oklahoma, Kevin Stitt, deverá indicar temporariamente um substituto até a próxima eleição, já prevista para este ano.
A nomeação ocorre após a saída de Kristi Noem, que enfrentava críticas crescentes no Congresso e foi transferida por Trump para um novo cargo diplomático dentro do governo.
Fonte: ABC

