Noem defende política migratória de Trump em segundo dia de depoimento no Congresso
Secretária de Segurança Interna rebate críticas, nega banco de dados de manifestantes e pede mais recursos para câmeras corporais
A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, defendeu nesta quarta-feira a política migratória do presidente Donald Trump durante audiência na Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes. No segundo dia de depoimento no Capitólio, ela enfrentou elogios de republicanos e fortes críticas de democratas.
O presidente da comissão, o republicano Jim Jordan, elogiou o que chamou de “histórico impressionante” de Noem. Já o democrata Jamie Raskin acusou a secretária de promover uma “campanha de difamação” contra Alex Pretti e Renee Good, mortos por agentes federais em Minneapolis, após Noem associá-los a “terrorismo doméstico” logo após as mortes.
Noem também negou rumores sobre um suposto envolvimento romântico com o assessor Corey Lewandowski, classificando as perguntas como “fofoca de tabloide”. A audiência na Câmara foi menos tensa do que a realizada no Senado no dia anterior, quando ela enfrentou resistência inclusive de alguns republicanos.
Banco de dados e câmeras corporais
Questionada pelo deputado democrata Lou Correa sobre a possível criação de um banco de dados de manifestantes pelo ICE, Noem negou a iniciativa. Correa citou declarações anteriores do responsável pela política de fronteiras da Casa Branca, Tom Homan, que mencionou a ideia em entrevista. Noem afirmou que ele não trabalha diretamente para ela, mas para o presidente.
A secretária também declarou apoio ao uso de câmeras corporais por agentes federais, afirmando que o Departamento de Segurança Interna (DHS) trabalha para ampliar a implementação do equipamento. Segundo ela, atualmente cerca de 14 mil câmeras estão em uso, mas seriam necessárias “dezenas de milhares” a mais, além de recursos para manutenção.
Noem argumentou que parte do orçamento já aprovado pelo Congresso é direcionado especificamente para centros de detenção e contratos, e que o financiamento de câmeras corporais precisará ser considerado em futuras medidas orçamentárias.
Defesa de táticas de detenção
Ao ser confrontada por vídeos exibidos pela deputada democrata Zoe Lofgren, que mostram agentes detendo cidadãos americanos — incluindo um idoso retirado de casa apenas de roupa íntima e casos de vidros de carros quebrados durante abordagens —, Noem defendeu os protocolos adotados.
Segundo ela, os agentes passam por treinamento extensivo de 56 dias e seguem uma escala de atuação que começa com presença e comandos verbais, evoluindo para técnicas de contenção caso não haja cooperação.
Fonte: CBS
