O governo brasileiro anunciou a fase final de um acordo de cooperação com os Estados Unidos para reforçar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A parceria envolve a Receita Federal e a agência de fronteiras americana, a U.S. Customs and Border Protection (CBP).
Batizada de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), a iniciativa tem como objetivo integrar ações de inteligência e operações conjuntas para interceptar cargas ilegais que circulam entre os dois países.
Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, nos últimos 12 meses foram apreendidas cerca de meia tonelada de armas e 1,5 tonelada de drogas — principalmente sintéticas e haxixe — em portos e aeroportos brasileiros.
O acordo inclui ainda o lançamento do programa “Desarma”, um sistema digital que permitirá o rastreamento internacional de armas. A ferramenta vai compartilhar, em tempo real, informações sobre cargas suspeitas entre Brasil e Estados Unidos, incluindo dados sobre origem, tipo de material e logística.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o sistema também permitirá que o Brasil notifique autoridades americanas quando identificar armas de origem dos EUA, ajudando a aprimorar os controles e a prevenção.
A parceria ocorre em meio a discussões nos Estados Unidos sobre a possível classificação de facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas — medida que poderia levar a sanções e restrições econômicas. Até o momento, o governo americano não se posicionou oficialmente sobre o tema.
Fonte: G1

