Trump descarta estender cessar-fogo e aposta em "ótimo acordo" com o Irã

Negociações de paz seguem incertas, sem confirmação de delegações em encontro previsto no Paquistão

Por Lara Barth

A medida faz parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump de combate a organizações criminosas transnacionais

As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem indefinidas nesta terça-feira (21), enquanto o cessar-fogo entre os dois países se aproxima do fim, previsto para a noite de quarta-feira (22). Até o momento, não há confirmação da presença de representantes iranianos no encontro planejado em Islamabad, no Paquistão.

Segundo a mídia estatal iraniana, nenhuma delegação deixou o país para participar da segunda rodada de negociações. Do lado americano, a viagem do vice-presidente JD Vance ainda era aguardada, sendo considerada uma condição importante para o avanço das conversas.

Em meio à incerteza diplomática, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não pretende estender a trégua. Em entrevista à CNBC, ele declarou que o país está em uma posição forte e que espera fechar um “ótimo acordo” com o Irã em breve.

Trump também acusou Teerã de violar o cessar-fogo diversas vezes e indicou que, caso não haja avanço nas negociações, os Estados Unidos podem retomar os ataques militares. “Não temos tanto tempo”, disse o presidente, ao descartar a prorrogação da trégua.

Autoridades iranianas, por sua vez, elevaram o tom. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país está preparado para usar “novas cartas no campo de batalha” caso o conflito seja retomado.

O Paquistão, que atua como mediador, pediu oficialmente que ambas as partes estendam o cessar-fogo para viabilizar o diálogo. O governo paquistanês também informou que ainda aguarda uma resposta formal do Irã sobre a participação nas negociações.

Em paralelo, Trump sugeriu que a libertação de mulheres presas no Irã poderia servir como um gesto inicial positivo nas tratativas. Em publicação nas redes sociais, ele classificou a medida como um “ótimo começo” para as negociações.

Fonte: G1