O governo do Irã reagiu duramente às novas ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e classificou as declarações do líder americano como um “blefe”.
A resposta veio após Trump afirmar, no sábado (23), que acreditava que um acordo com Teerã estava próximo, mas que os iranianos seriam “explodidos em mil infernos” caso não houvesse consenso até este domingo.
Em publicação na rede social X, o porta-voz do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, afirmou:
“Não acreditem no blefe do presidente derrotado. O tempo corre contra os americanos.”
Ele ainda ironizou os impactos econômicos do conflito e sugeriu que os preços dos combustíveis poderiam disparar nos Estados Unidos caso as negociações fracassem.
Estreito de Ormuz segue no centro das negociações
O Irã também voltou a comentar a situação do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Embora autoridades iranianas tenham negado a intenção de cobrar taxas diretas de navegação, representantes do governo afirmaram que eventuais “serviços prestados” na região poderiam ter custos associados.
O fechamento parcial do estreito nos últimos meses elevou os preços internacionais do petróleo e aumentou a tensão no Oriente Médio.
Irã impõe condições para acordo nuclear
Segundo o diplomata iraniano Hossein Noushabadi, qualquer avanço sobre o programa nuclear iraniano só acontecerá após:
* suspensão total das sanções econômicas;
* desbloqueio de ativos iranianos congelados;
* retirada completa das forças americanas da região.
O governo iraniano também negou rumores de que aceitaria interromper o enriquecimento de urânio por 20 anos, classificando a informação como “pura fabricação”.
EUA dizem que acordo pode sair nesta segunda
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que um possível acordo entre Estados Unidos, Irã e Israel pode ser concluído ainda nesta segunda-feira (25).
Rubio declarou que Washington pretende “dar todas as chances à diplomacia” antes de considerar outras alternativas.
Segundo o jornal *New York Times*, negociadores dos dois países teriam chegado a um entendimento preliminar: o Irã reabriria totalmente o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente.
As negociações ocorrem em meio à guerra no Oriente Médio iniciada no fim de fevereiro, após ataques envolvendo Irã, Israel e forças americanas na região.
Uma das principais exigências dos EUA continua sendo o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano — condição rejeitada até agora por Teerã.
Fonte: G1

