Lula e Trump conversam por telefone antes de encontro nos EUA; governo descreve tom como "amistoso"
Ligação de cerca de 40 minutos abriu caminho para reunião em Washington e tratou de temas estratégicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sexta-feira (1º), em uma conversa que durou aproximadamente 40 minutos e foi descrita por integrantes do governo brasileiro como “amistosa”.
Durante o telefonema, Lula manifestou interesse em realizar uma visita oficial aos Estados Unidos para um encontro presencial com Trump. Segundo fontes, o presidente americano respondeu que sua equipe organizaria os detalhes, e a confirmação da reunião veio já no dia seguinte. O encontro está marcado para quinta-feira (7), em Washington, D.C..
De acordo com relatos, Trump elogiou a trajetória política de Lula e afirmou ter pesquisado sobre sua história. Lula, por sua vez, destacou o interesse em discutir pautas relevantes para ambos os países, incluindo conflitos internacionais e o papel da Organização das Nações Unidas.
Ao final da ligação, Trump teria se despedido de forma informal, dizendo “I love you” (“eu te amo”) ao presidente brasileiro.
A reunião é vista por diplomatas como um passo para reaproximação entre os dois países, especialmente após um período de tensões comerciais e divergências políticas. Entre os temas previstos para o encontro estão questões econômicas, cooperação no combate ao crime organizado, parcerias em minerais estratégicos e debates geopolíticos envolvendo América Latina e Oriente Médio.
A viagem de Lula aos EUA ocorre após meses de articulação diplomática. Em janeiro de 2026, os dois líderes já haviam conversado por telefone por cerca de 50 minutos, iniciando um processo de reaproximação.
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro avaliam que o encontro deve servir mais como ponto de partida para futuras negociações do que como momento de definição de acordos concretos, em um cenário internacional ainda marcado por instabilidade e desafios diplomáticos.
Fonte: G1