EUA atacam Irã pela primeira vez desde julho; Teerã reage com mísseis contra bases na Jordânia

Forças americanas destruíram duas plataformas de lançamento na ilha de Larak após identificarem preparativos para disparos de foguetes e instalação de minas no Estreito de Ormuz.

Por Lara Barth

Os Estados Unidos realizaram neste domingo (30) um novo ataque contra o Irã, atingindo duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak. Segundo um representante do governo americano, foi o primeiro ataque conhecido dos EUA contra território iraniano desde o fim de julho.

De acordo com Washington, integrantes da Guarda Revolucionária do Irã foram identificados se preparando para lançar foguetes e instalar novas minas marítimas no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Segundo a agência iraniana Tasnim, os Estados Unidos utilizaram um drone na operação. A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque deixou militares e civis mortos e feridos.

Horas depois, o Irã afirmou ter retaliado lançando mísseis balísticos contra as bases americanas King Hussein e Al Azraq, na Jordânia.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passava pela região, o que faz do estreito um ponto estratégico para o comércio internacional.

Na semana passada, o presidente Donald Trump afirmou que todas as minas haviam sido retiradas ou detonadas nas águas internacionais do estreito. O presidente também alertou que qualquer embarcação utilizada para instalar novas minas na região seria destruída.

Os últimos ataques conhecidos dos EUA contra o Irã haviam ocorrido no final de julho. Nas últimas semanas, o conflito entrou em um período de impasse, enquanto Washington ameaça ampliar as sanções contra países que apoiam Teerã.

O confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro. Desde então, o Irã também realizou ataques contra Israel e contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares americanas.

Segundo as informações divulgadas, milhares de pessoas morreram durante o conflito, milhões foram obrigadas a deixar suas casas e 18 militares americanos também perderam a vida.

Fonte: G1