Irã diz que quer encerrar guerra e propõe reabrir Estreito de Ormuz em 7 dias
Presidente Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã está disposto a negociar, mas que cabe aos Estados Unidos decidir se querem pôr fim ao conflito.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (25) que o país não quer continuar a guerra e está disposto a negociar um acordo com os Estados Unidos. Em entrevista à Fox News, ele disse que cabe a Washington decidir se pretende encerrar o conflito.
A declaração ocorreu um dia após Pezeshkian adotar um tom mais duro na Assembleia Geral da ONU, onde afirmou que o Irã não vai se “ajoelhar” diante dos Estados Unidos.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, apresentou aos americanos uma proposta para encerrar as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo. Segundo ele, o estreito poderia ser reaberto em até sete dias caso determinadas condições fossem cumpridas.
Entre as exigências apresentadas por Teerã estão um cessar-fogo de sete dias no Oriente Médio, o desbloqueio de pelo menos US$ 12 bilhões em ativos iranianos, o fim das sanções sobre o petróleo do país e o encerramento do bloqueio naval americano.
Araghchi afirmou que aguarda uma resposta de Washington e que a China apoia a proposta. A imprensa iraniana, porém, negou inicialmente informações sobre o plano, e não havia, até o momento, uma confirmação oficial detalhada de Teerã.
Acordo foi seguido por novos confrontos
Trump e Pezeshkian haviam firmado em junho um acordo com o objetivo de encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e, posteriormente, iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O entendimento, porém, foi interpretado de maneiras diferentes pelos dois governos, e as hostilidades voltaram a ocorrer na região.
Pezeshkian também negou que os houthis, grupo rebelde que atua no Iêmen e recebe apoio do Irã, sigam ordens diretas de Teerã. Segundo o presidente, o grupo mantém contato com o governo iraniano, mas age de forma independente.
Fonte: G1