Anúncios de Trump pagos pelo governo dos EUA geram críticas antes das eleições

Peças exibidas na TV levam a identificação de que foram pagas pelo governo americano e são defendidas pela Casa Branca como mensagens patrióticas de serviço público.

Por Lara Barth

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O governo de Donald Trump está sendo alvo de críticas de parlamentares republicanos e democratas por uma série de anúncios de televisão financiados com dinheiro público e protagonizados pelo presidente, a poucas semanas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro. As peças terminam com a identificação: “Pago pelo governo dos Estados Unidos”.
Um dos anúncios, exibido durante uma transmissão da NFL no fim de semana, mostra Trump em preto e branco enquanto sua voz fala em uma “batalha final” contra comunistas, marxistas, fascistas e outros adversários políticos. O vídeo também apresenta elementos semelhantes a uma peça usada pela campanha de Trump em 2024.
Outro anúncio, exibido anteriormente, traz imagens de Trump e uma música repetindo “Love Me”, enquanto o presidente afirma que os Estados Unidos nunca serão um país comunista. Os anúncios vêm sendo veiculados em redes nacionais e durante programas de grande audiência.
A Casa Branca afirma que os vídeos são anúncios de serviço público, com caráter educativo e patriótico, e os compara a campanhas governamentais de administrações anteriores. O governo também argumenta que Trump não está concorrendo nas eleições de novembro.
Parlamentares dos dois partidos, porém, questionaram o uso de recursos públicos. O senador republicano John Kennedy afirmou que não se deveria usar dinheiro do governo para autopromoção, enquanto democratas classificaram as peças como propaganda e levantaram dúvidas sobre sua legalidade.
A controvérsia envolve também regras federais que restringem o uso de recursos públicos para publicidade ou propaganda de caráter partidário. Especialistas e parlamentares questionam se os anúncios podem se enquadrar nessas restrições, mas a questão jurídica ainda está em debate.
Segundo dados citados pela imprensa americana, os anúncios já representam um gasto de centenas de milhares de dólares, enquanto a origem exata dos recursos e a agência federal responsável pela contratação não foram esclarecidas publicamente.

Fonte: O Globo