Justiça suspende propagandas de Trump pagas com dinheiro público
Campanha recebeu verba de US$ 20 milhões e foi questionada por promover a imagem do presidente às vésperas das eleições legislativas.
Uma juíza federal dos Estados Unidos determinou a suspensão de propagandas televisivas que promovem o presidente Donald Trump e foram financiadas com recursos públicos.
A decisão foi tomada no domingo, 11 de outubro, pela juíza Jennifer Rochon, de Nova York, após uma ação judicial questionar o uso de dinheiro dos contribuintes americanos para anúncios considerados de caráter político.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) destinou US$ 20 milhões à campanha publicitária, que começou a ser exibida em setembro, poucas semanas antes das eleições legislativas de 3 de novembro.
Os comerciais destacavam ações e discursos de Trump, incluindo mensagens semelhantes às utilizadas durante sua campanha presidencial de 2024. Alguns anúncios traziam a identificação de que haviam sido pagos pelo governo americano.
A organização Common Cause e outros autores da ação argumentam que o governo utilizou recursos federais para promover interesses políticos, o que poderia violar leis que restringem o uso de dinheiro público para propaganda.
A decisão judicial é temporária, com validade inicial de duas semanas. A administração foi obrigada a cancelar as exibições restantes e ficou impedida de utilizar novos recursos federais nos anúncios contestados durante esse período.
A Casa Branca defende que os comerciais são mensagens de interesse público destinadas a divulgar políticas governamentais. Trump também afirmou que pretende financiar futuras propagandas com recursos de sua organização política.
Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, não há planos anunciados de reembolsar o dinheiro público já utilizado.
O caso provocou críticas de democratas e também de parlamentares republicanos, ampliando o debate sobre o uso de recursos federais para promover a imagem de autoridades.