Advogados de Donald Trump comparecem nesta quinta-feira a um tribunal de Manhattan, em Nova York, para tentar reverter a condenação do presidente em um processo criminal relacionado ao pagamento de US$ 130 mil à atriz de filmes adultos Stormy Daniels, antes das eleições presidenciais de 2016.
Em maio de 2024, um júri considerou Trump culpado de 34 acusações de falsificação de registros comerciais. Segundo os promotores, o então candidato republicano tentou ocultar a finalidade do pagamento feito por meio de seu ex-advogado, Michael Cohen, para impedir que Daniels divulgasse um suposto relacionamento com ele.
A equipe jurídica de Trump, do escritório Sullivan & Cromwell, argumenta que o processo teve motivação política e classificou a investigação como uma das perseguições judiciais mais politicamente controversas da história americana. Os advogados também alegam que o juiz responsável pelo caso deveria ter se declarado impedido e que parte das provas apresentadas durante o julgamento deveria estar protegida pela imunidade presidencial.
A defesa ainda afirma que os promotores utilizaram indevidamente a legislação de Nova York para transformar supostas infrações menores em acusações criminais.
Já os representantes do Ministério Público de Manhattan sustentam que Trump foi condenado por um crime regularmente processado no estado e que a imunidade presidencial não se aplica às condutas investigadas, por terem ocorrido antes de seu retorno à Casa Branca e fora do exercício da Presidência.
Após vencer a eleição de novembro de 2024, Trump recebeu uma sentença de dispensa incondicional, sem prisão, multa ou liberdade condicional. A decisão considerou as circunstâncias excepcionais de sua posse, que aconteceria poucos dias depois.
Durante a audiência de sentença, Trump voltou a classificar o processo como uma perseguição política e afirmou que a investigação tinha como objetivo prejudicar sua reputação e impedir sua vitória eleitoral.
Agora, um painel de cinco juízes da divisão de recursos da Suprema Corte estadual de Nova York deverá avaliar os argumentos das duas partes. Para reverter a condenação, a defesa precisa convencer a maioria dos magistrados de que houve erros que comprometeram o julgamento.
Fonte: ABC

