Dezenas de pessoas morreram em vários ataques com mísseis contra dois hospitais na Síria. Em ataque na cidade de Azaz, na província de Aleppo, que também atingiu uma escola, ao menos 14 pessoas morreram em um bombardeio com oito mísseis que as autoridades turcas atribuíram à Rússia. Os bombardeios em Azaz também deixaram pelo menos 30 pessoas feridas, segundo a Associação Independente de Médicos, uma ONG síria que gerencia um hospital em Bab al-Salam, na fronteira entre a Síria e a Turquia.
No dia 15, o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, acusou a Rússia de agir como uma "organização terrorista" na Síria e prometeu uma resposta à altura.
Esta nova escalada da violência acontece poucos dias depois de um acordo fechado, na madrugada do dia 12, por 17 representantes de países reunidos em Munique, com o objetivo de colocar um fim às "hostilidades" na guerra na Síria.
O conflito, que começou há mais de cinco anos, deixou 260.000 mortos e 11 milhões de deslocados. A União Europeia (UE) exigiu, no dia 15, que todas as partes cumpram o acordo para permitir o acesso à ajuda humanitária para as populações sitiadas, incluindo a Turquia, que continua atacando as forças curdas que lutam contra o Estado Islâmico e a Rússia.
Além disso, pelo menos sete pessoas foram mortas no dia 15 e dezenas ficaram feridas em um outro bombardeio contra um centro de saúde apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), na província de Idleb, no norte da Síria, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. A ONG afirmou que aviões russos atacaram o hospital, localizado nos arredores de Maarat al- Nuaman, em Idleb. Fonte: El Pais.

