As escolas públicas de Chelsea, em Massachusetts, enfrentam uma queda significativa na matrícula de alunos, com quase mil transferências registradas desde outubro. A saída de famílias está ligada ao aumento das operações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), que gerou temor entre pais e responsáveis em uma cidade onde 45% dos moradores nasceram fora dos EUA e 85% dos alunos vivem em lares onde o inglês não é a língua principal.
De acordo com administradores escolares, cerca de 25% dos estudantes transferidos foram para outros distritos do estado, outro quarto deixou o país rumo a nações como Honduras, Guatemala e Colômbia, e aproximadamente metade se mudou para outros estados norte-americanos, muitos deles de tendência republicana, como Flórida, Ohio e Carolina do Sul.
A previsão é de que Chelsea perca cerca de 300 alunos em relação ao último ano letivo, uma redução de 5% no total de matrículas, o que deve gerar um déficit de US$ 5,7 milhões no orçamento escolar. O distrito já se prepara para cortes de pessoal e ajustes no próximo ciclo financeiro.
Autoridades estaduais alertam que Chelsea não é um caso isolado: outros distritos urbanos de Massachusetts também estão enfrentando perdas semelhantes, resultado da pressão migratória. Líderes locais pedem apoio do governo estadual para compensar a queda de recursos e evitar que o impacto recaia diretamente sobre os serviços educacionais.
Fonte: WBUR

