A Casa Branca precisou esclarecer neste sábado (21) que a nova taxa de US$ 100 mil para vistos de trabalho H-1B se aplicará apenas a novos solicitantes e não atingirá titulares atuais nem renovações. O anúncio foi feito após críticas e confusão geradas pelo decreto assinado por Donald Trump na sexta-feira, que altera profundamente o sistema de imigração para trabalhadores qualificados.
O H-1B, usado principalmente por empresas de tecnologia para preencher vagas de alta qualificação, custava US$ 215 mais taxas adicionais. Com a nova regra, válida por um ano a partir deste domingo, o custo dispara, o que pode reduzir drasticamente a entrada de profissionais estrangeiros. Mais de 70% dos detentores desse visto são da Índia, cujo governo já manifestou preocupação com o impacto econômico e social da medida.
Além da taxa, Trump anunciou novos vistos premium: o “gold card”, de US$ 1 milhão, que garante caminho para cidadania, e o “platinum card”, de US$ 5 milhões, que permite até 270 dias de permanência sem tributação de renda externa. Críticos acusam a medida de elitizar o sistema migratório, restringindo oportunidades para cientistas, professores e profissionais que antes se beneficiavam de outros vistos de trabalho.
Advogados de imigração classificaram a decisão como “caótica” e “ilegal”, enquanto a Câmara de Comércio dos EUA alertou para os riscos às empresas e trabalhadores. Trump, por sua vez, afirmou que o objetivo é priorizar o treinamento de americanos e que grandes companhias apoiam a medida — algo que as próprias empresas de tecnologia, como Google, Apple e Amazon, não confirmaram.
Fonte: ABC

