Uma fábrica da GE Appliances em Louisville, Kentucky, que emprega cerca de 5 mil pessoas e produz 2 milhões de lava-louças por ano, demitiu quase 150 trabalhadores em maio, a maioria imigrantes cubanos. A medida ocorreu depois que o governo de Donald Trump encerrou o programa CHNV, criado na gestão Biden para proteger temporariamente cubanos, nicaraguenses, haitianos e venezuelanos da deportação.
Com a decisão, o Departamento de Segurança Interna (DHS) passou a enviar notificações informando que o direito de permanência havia sido revogado. Aqueles que não conseguiram outro status legal, como o de Proteção Temporária (TPS), foram obrigados a deixar os EUA.
A perda de mão de obra afetou a produção. Funcionários relatam sobrecarga e aumento de horas extras. “Essas pessoas eram parte da espinha dorsal da manufatura americana”, disse Nathaniel Schultz, um dos trabalhadores. Outros colegas ressaltaram que os imigrantes não estavam “tirando empregos de americanos”, mas preenchendo vagas difíceis de repor.
Ainda restam cerca de 200 imigrantes empregados na planta, mas muitos temem ser os próximos a perder o direito de permanência, já que parte dos vistos e permissões expira nos próximos meses. Para a empresa, a situação gera insegurança e dificulta prever a continuidade da força de trabalho.
Fonte: CBS

