A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, assinou nesta segunda-feira (29) um memorando determinando que FBI, DEA, U.S. Marshals e o Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives passem a atuar diretamente na proteção de instalações e agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). A medida veio após o ataque armado a um centro do ICE em Dallas, que deixou um morto e dois feridos.
Bondi anunciou a criação da “Força-Tarefa de Proteção ao ICE”, que poderá incluir autoridades federais, estaduais e locais. Em seu comunicado, citou Portland e Chicago como prioridades, ordenando também que procuradores federais nessas cidades busquem as acusações mais severas contra suspeitos de ameaçar ou agredir agentes. O presidente Donald Trump, em paralelo, avalia o envio de centenas de tropas para as duas cidades, o que já provocou forte reação de autoridades locais.
A procuradora-geral também determinou que as Joint Terrorism Task Forces investiguem os episódios de violência contra agentes de imigração como potenciais atos de “terrorismo doméstico”. Ela prometeu aplicar acusações que incluam conspiração, desordem civil, agressão e até crimes relacionados a terrorismo.
O governo Trump aponta aumento nos ataques a agentes do ICE em meio à intensificação das prisões e deportações. A Casa Branca relaciona a ofensiva à escalada de violência política, citando a morte do ativista conservador Charlie Kirk e tentativas de assassinato contra o próprio presidente. Trump também assinou ordem executiva classificando o movimento antifascista (antifa) como organização terrorista doméstica — apesar da ausência de base legal clara, já que o antifa não é um grupo formal nem há lista oficial de “terroristas domésticos” nos EUA.
Fonte: CBS

