A ex-criadora de conteúdo adulto Nala Ray, que já esteve entre o 0,01% de perfis mais lucrativos do OnlyFans, afirmou que estrelas da plataforma não deveriam se qualificar para o visto O-1, destinado a pessoas com “habilidade extraordinária” que desejam trabalhar legalmente nos Estados Unidos.
Em entrevista à Fox News Digital, Ray — que deixou o OnlyFans há dois anos após se converter ao cristianismo — criticou a possibilidade de produtores de conteúdo adulto utilizarem esse tipo de visto para atuar no país. Segundo ela, esse tipo de atividade não deveria ser considerado trabalho legítimo dentro dos critérios da legislação imigratória americana.
O visto O-1 é concedido a estrangeiros que demonstram habilidade extraordinária nas áreas de ciência, artes, educação, negócios ou esportes, ou que tenham reconhecimento expressivo na indústria do cinema e da televisão, conforme as diretrizes do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS).
Ray argumenta que, apesar de muitos criadores de conteúdo adulto faturarem valores elevados, isso não significaria uma contribuição positiva para a sociedade. Ela também afirmou que a atuação na plataforma pode causar prejuízos à saúde mental, aos relacionamentos e incentivar o uso de substâncias entre criadores.
A ex-modelo ressaltou ainda que não se opõe a outros tipos de produção de conteúdo digital nas redes sociais, que, segundo ela, podem representar trabalho legítimo e criativo.
O advogado de imigração Raymond Lahoud, ouvido pela Fox News Digital, afirmou que influenciadores digitais e criadores de conteúdo dominam atualmente as solicitações de visto O-1B e que, se um candidato cumprir os requisitos legais, pode obter o visto, independentemente do tipo de conteúdo produzido.
Ray discorda dessa interpretação e classificou o OnlyFans como um “dano social”, defendendo que a concessão desse tipo de visto para criadores de conteúdo adulto seria prejudicial.
Fonte: FOX

