O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (23), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que se encontrará na próxima semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir as recentes retaliações econômicas impostas ao Brasil após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Trump, a breve interação com Lula no plenário mostrou “uma química excelente” e descreveu o brasileiro como “um cara muito agradável”.
Apesar do tom amistoso, Trump manteve a linha dura contra o Brasil, justificando as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros como resposta à suposta censura, perseguição e “corrupção judicial” no país. “O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros”, disse.
Em sua fala, o republicano exaltou sua gestão, declarou que os EUA vivem “uma era de ouro” e criticou duramente a ONU, acusando-a de “criar problemas ao invés de resolver”. Também defendeu sua política anti-imigração, atacou Rússia e China — chegando a culpar Pequim pela criação do coronavírus — e rejeitou reconhecimentos recentes ao Estado da Palestina, dizendo que isso seria “uma recompensa muito grande para o Hamas”.
Trump ainda ironizou o debate climático, chamando as energias renováveis de “piada” e as previsões sobre aquecimento global de “coisa de pessoas estúpidas”. O único momento em que recebeu aplausos foi quando pediu cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Fonte: G1

